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sexta-feira, 13 de março de 2015

COLEÇÃO "HORIZONTES"... EDITORA MONDRONGO...

Todas as capas são de autoria de Gabriel Ferreira...







Quando meu amigo e poeta, Gustavo Felicíssimo, falou-me da ideia de fundar uma editora, juro a todos vocês – e só agora estou confessando isso, inclusive ao Gustavo – que isso não me soara muito agradável.



Não que eu desconfiasse de sua capacidade e ímpeto (não, isso ele tem de sobra), mas porque eu sei que, em se tratando de um país como o nosso, trabalhar com livros, e ainda por cima com poesia, constitui-se de uma verdadeira arte de colher decepções.



Mas, agora, agradeço, todos os dias, a Deus pelo facto de o Gustavo não ter mudado de ideia, e, hoje, com todas as dificuldades que este empreendimento envolve, a Editora Mondrongo tem se mostrado na vanguarda de muitas editoras, dedicando-se não só à publicação, mas à verdadeira divulgação e à apresentação da mais nova e melhor poesia feita hoje na Bahia, e, podem aguardar, em todo o Brasil.



Um bom exemplo disso está na ousadia de se criar toda uma série de livros com poetas, em sua maioria, inéditos, mas de inegável capacidade versânica. Vejam, por exemplo, a erudição e elegância dos versos de Henrique Wagner, em seu “A história decalcada”; a força melódica e o apuro técnico de Wladimir Saldanha, em “Cacau inventado” ou com João Filho, em “A dimensão necessária” – aliás, necessário mesmo, para mim, são versos como os de meu amigo João Filho –; a diversidade de formas e temas carregados de ousadia de Patrice de Moraes, em “Minha Bahia”, ou a profundeza psicológica de Nívia Maria Vasconcellos, em “A morte da amada...” E tem mais: a destreza poética de Heitor Brasileiro Filho, o autobiografismo poético de Herculano Neto e toda a experiência técnica e emotiva nos sonetos de Adelmo Oliveira, além dos livros que ainda não li, mas os lerei em breve, como “Saveiros de Papel”, de Ribeiro Pedreira e “Inúmera”, de Daniela Galdino... Sem me esquecer, é claro, do próprio Gustavo Felicíssimo, em versos onde tudo é demasiadamente sincero, como os presentes em “Desordem”...



Como se tudo isso já não fosse suficiente, há aquela carta na manga que definirá o jogo a favor de meu amigo: todas as capas têm desenhos exclusivos de Gabriel Ferreira e sua arte sincera, madura e excepcional... Se se for possível, realmente, julgar um, ou mais livros, por suas capas, os desenhos de Gabriel fazem justiça a toda qualidade impressa em cada uma das páginas da “Coleção Horizonte”...



Viva ao poeta e empreendedor Gustavo Felicíssimo! Viva à poesia que precisa fazer-se viva, e é através de homens como o Gustavo Felicíssimo e de poetas, como os citados acima, que saberemos sempre que tudo que é bom pode até se encontrar escasso, mas nunca findo... E um viva aos poetas e artistas que fazem da “Coleção Horizontes” aquilo que de mais surpreendente há em termos de edição de poesia em nosso Brasil... E quem quiser que faça melhor ou prove-me do contrário.




O desafio está lançado... 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

TRÊS PINTORES FEIRENSES...

TRÊS PINTORES FEIRENSES

(por Silvério Duque)


Déjeuner no Sertão. Acrílico sobre tela, 151,5 x 152 cm. 1988. Museu regional de Artes de Feira de Santana...





I
JURACI DÓREA


As caatingas se estendem para além
de seus traços
de sublime arquiteto...

assim
quisera eu ser.

***







Emaranhado na vegetação nordestina (2013), mista sobre tela - 100X100cm) - Coleção particular...


II
GIL MÁRIO

Vivo traço
em carne viva
sobre a tela
se adivinha.

Ante as cores
de seus bichos
a beleza
é redundante.

***








Nanã (2013), mista sobre tela - 60X80cm) - Coleção particular...


III
GABRIEL FERREIRA

Toda musa se alimenta
no esplendor de
seu traçado
e
a beleza
ali se inventa
como as pontas
de um bordado.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"DO CORAÇÃO DOS MALDITOS" O MAIS NOVO LIVRO DE SILVÉRIO DUQUE...


Título: Do Coração dos Malditos
Autor: Silvério Duque
Gênero: Poesia
Apresentação e notas: Lucifrance Castro
Ilustração de capa: Gabriel Ferreira
ISBN: 978-85-65170-28-4
Valor: R$ 20,00
Comprar: http://www.mondrongo.com.br




Poucos poetas têm a capacidade de dialogar diretamente com o texto de outros poetas e demonstrar uma relação de influência tão frutífera, sem medo de cair nas armadilhas da mera imitação. Este ato contínuo de emulação a que Silvério Duque se propõe, demonstra não só a força de sua leitura, pois o que se verá daqui por diante é tão somente uma homenagem muito pessoal de um poeta aos seus textos e autores mais queridos, mas o exemplo vivo de uma capacidade técnica que poucos escritores, atualmente, podem se dá ao luxo de possuir; daí ter escolhido, em sua maioria, sonetos do autor; 13 para ser mais exata, pois, sendo o soneto uma das formas mais caras à grande poesia ocidental desde sua invenção em meados do século XIII, não poderia um poeta do calibre de Silvério se esquivar ao seu uso e domínio. Entretanto, escolhi, também, uma elegia, composta de versos “livres”, para mostrar que um grande domínio técnico não se limita apenas às formas fixas clássicas. Se, como diria Earl Miner, em sua Poética comparada, a literatura ocidental é a única que nasce da tragédia, e não da lírica, o que quero com a escolha destes poemas, a guisa de um título tão dramático, é reunir, entre muitos de seus versos, alguns de meus preferidos, ao tempo que escolho textos que dão voz a diversas personagens da história da literatura e da arte ocidental, por isso se é possível ouvir aqui tanto a mulher de Lot quanto o pobre desesperado da pintura de Munch, e que ganham, ou pelo menos reforçam, perspectivas através dos versos de Silvério Duque, onde acredito se reunirem, através de uma fusão que só um poeta de primeira linha poderia dar, os gêneros lírico, dramático e, num caso ou outro, narrativo. Outros critérios para esta antologia não ousei pensar, muito menos pôr em prática. Todavia, acredito ter alcançado meu objetivo em reunir poemas aparentemente tão díspares, mas, ao mesmo tempo, unidos por temas e estilos tão bem construídos pela disciplina de ideias, forma e sentido, e cujo resultado não se mostra menos do que um todo indissociável.




Lucifrance Castro














sexta-feira, 6 de setembro de 2013

GRANDE NOITE DE LANÇAMENTO DOS LIVROS: "DO CORAÇÃO DOS MALDITOS", DE SILVÉRIO DUQUE, "DA MORTE DA AMADA E OUTROS POEMAS RASGADOS", DE NÍVIA MARIA VASCONCELLOS E "MINHA BAHIA", DE PATRICE DE MORAES LANÇADOS ONTEM À NOITE, NO CIDADE DA CULTURA, EM FEIRA DE SANTANA...

Os poetas Nívia Maria Vasconcellos, Gustavo Felicíssimo (editor da coleção),  Patrice de Moraes, e Silvério Duque... em debate.


Silvério Duque...  na apresentação de seu mais novo livro Do Coração dos Malditos...
Os poetas Patrice de Moraes,  o artista plástico Gabriel Ferreira, a poetisa Nívia Maria Vasconcellos e Silvério Duque... numa noite inesquecível de muita música, artes plásticas e poesia.







Após lançar a série Diálogos, com a publicação de diversos livros de poetas sulbaianos entre os anos de 2011 e 2013, a Mondrongo Livros, editora do Teatro Popular de Ilhéus, coordenada pelo escritor Gustavo Felicíssimo, promove o lançamento coletivo das obras da Série Horizontes, destinada a publicação de livros dos novos valores da poesia de Feira de Santana e Recôncavo.

O evento que ocorreu em um grande sarau ontem à noite, no Espaço Cidade da Cultura, em Feira de Santana, contou com a presença de um grande público formado principalmente de artistas e admiradores da poesia. As obras publicadas foram: Do Coração dos malditos, de Silvério Duque; A morte da amada & outros poemas rasgados, de Nívia Maria Vasconcellos; e Minha Bahia, de Patrice de Moraes. Todas trazendo, na capa, detalhes de quadros pintados pelo artista plástico  Gabriel Ferreira.

A Série Horizontes, como afirma Felicíssimo, nasceu por conta da amizade do editor com os autores envolvidos no projeto, no entanto vale lembrar que Feira de Santana é local de origem de importantes poetas baianos, como Godofredo Filho, Eurico Alves, Antônio Brasileiro e Roberval Pereyr, e que Silvério Duque, Nívia Maria Vasconcelos e Patrice de Moraes são autores experimentados na literatura (não apenas na poesia) e que por isso mesmo são parte de uma nova geração que dá segmento à tradição estabelecida ao mesmo tempo em que colaboram para o engrandecimento e reconhecimento da editora ilheense pelo meio literário baiano.

Para a aquisição das obras, cessem o site da Mondrongo Editora: http://www.mondrongo.com.br



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

C’EST LÀ SON CHARME ET SON SECRET...

Os Gatos, sobre um poema de Charles Baudelaire de Gabriel Ferreira, 
acrílico sobre papel Paraná, 21X29,7, 2005. (Coleção particular)





C’EST LÀ SON CHARME ET SON SECRET...*

ao Ferreira Gullar






 Amar um cachorrinho é coisa fácil
girante leve e livre sobre si
a perseguir sem paz o próprio rabo
e esculpindo em seus giros a indiscreta

condição de submisso. E um passarinho?
Ao menos voasse livre nesta azul
gaiola de esplendor e espanto... Não,
há de morrer contrito em meio às grades

sem nenhuma expressão alegre ou forte –
mero flautim de exíguo e falso trilo
 – sem que um taxidermista o eternize.

Amar uma tartaruga? Bem mais fácil...
 – E um coelho...? – Que bobagem!... Quero é ver
quem é que se propõe a amar um gato.





* Este poema foi publicado pela primeira vez na revista Dicta&Contradicta, n. 8, junho de 2012.




segunda-feira, 30 de julho de 2012

E SEMPRE EM MEU OLHAR O MESMO ROSTO...

A tela do artistas plástico Gabriel Ferreira, feita exclusivamente para o meu soneto "E sempre em emu olhar o mesmo rosto...", pertencente ao meu livro "A pele de Esaú" e sua respectiva capa: http://poetasilverioduque.blogspot.com.br/2011/09/imperdivel-meu-livro-pele-de-esau-por.html ...





E SEMPRE EM MEU OLHAR O MESMO ROSTO...

(por Silvério Duque)






E sempre, em meu olhar, o mesmo rosto,
a mesma noite, o mesmo labirinto.
O anjo que eu vi cair, já recomposto,
evola-se na luz – Eu não o pressinto...?

Avistei-o, através deste sol-posto,
sob o livor da morte e meus instintos,
ardente e triste sobre os céus de agosto
como as coisas que vi e agora sinto,

pois maior é o Mistério à minha frente.
( Nesse vento indo e vindo pelas portas,
eu penso em Deus e nada está ausente... )

– Somos memória e a morte a todos corta,
meu irmão Esaú precito e crente,
mas só a visão de Deus é o que te importa".




sexta-feira, 6 de julho de 2012

NUA, ÉS COMO OS FRUTOS CONTRA O VENTO...


A tela do artistas plástico Gabriel Ferreira, feita exclusivamente para o meu soneto "Nua, és como os frutos contra os ventos...", pertencente ao meu livro "A pele de Esaú": http://poetasilverioduque.blogspot.com.br/2011/09/imperdivel-meu-livro-pele-de-esau-por.html



NUA, ÉS COMO OS FRUTOS CONTRA O VENTO...

(por Silvério Duque)



Nua, és como os frutos contra o vento,
o contrair impuro de teus músculos,
como a transpiração das tuas flores,
vela chorando só em meio as preces...

És como um dispersar de velhas missas,
espaços partilhados pela ausência,
a sensação pesada, o Fogo Eterno,
és a falta, o princípio, o musgo, a fera...

Nua és como as frestas e as janelas,
as marcas de meus dentes em teu seio,
a certeza insensata das promessas...

És a busca e a descida a toda fonte,
o vento repetido em toda parte,
minha dor, minha paz e meu reflexo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

IMPERDÍVEL: MEU LIVRO "A PELE DE ESAÚ" POR APENAS R$ 15,00... VEJA COMO ADQUIRIR...


Editora: Via Litterarum
Autor: Silvério Duque
Apresentação: Ildásio Tavares
Posfácio: Gustavo Felicíssimo
Ilustração: Gabriel Ferreira
Ano: 2010
Páginas: 72 il.
Formato: 15,5x21cm
ISBN: 978-85-98493-66-4

Preço: Apenas R$ 15,00
Como adquirir: http://www.quiosquecultural.com.br.

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A ESCRITURA DE SILVÉRIO DUQUE



por Ildásio Tavares






Um dos momentos cruciais da formação do povo de Israel é quando Jacó assume a pole position, num golpe de mestre que começa com Esaú ven­dendo-lhe a primogenitura por um prato de lenti­lhas. Este factóide diz – de pronto – alguma coisa do temperamento e personalidade de ambos. Do ime­diatismo e gula de Esaú, da sagacidade de Jacó. Mais tarde, esta cessão da primogenitura tem que ser rati­ficada pelo pai de ambos, Isaac, que teria de dar sua benção. Aí, Jacó se vale de outro estratagema. Como Isaac estivesse meio cego, Jacó seria apalpado. Esaú era muito peludo e então, Jacó se veste com a pele de um animal e assim consegue se fazer passar pelo irmão que lhe tinha concedido seus direitos.

Ao nomear este belo livro de sonetos finamente escandidos de A Pele de Esaú, quero crer que Silvério Duque tivesse se inspirado neste episódio, ainda mais que coloca a epígrafe da passagem em que o Senhor adverte Esaú, que começava a querer-se rebelar, mas que finda por se afastar e criar seu próprio povo longe das doze tribos de Jacó que viriam a formar o rei­no de Israel. Esaú tinha sido tolo, contudo, era forte e também contava com as bênçãos de Deus. Vinha de uma linhagem cuidadosamente selecionada de Abraão e Sara, para Rebeca e Isaac e que desaguaria nos 12 filhos que Jacó teria com Zilpah, Bilhah, Lia e Raquel, formando o povo eleito, o povo de Israel, até hoje vivo.

Neste meridiano da perda e da rejeição, na figura de um Esaú destituído de seu destino, Silvério elabo­ra uma intricada associação de sentimento e pensa­mento, buscando a verticalidade de personagens que se multiplicam porque se querem fundir em um só. Afinal, o drama de degredo e aparte que sofre Esaú é de todo ser humano, anjo caído, que, um dia, se afas­tou da presença de Deus. E toda odisseia que Esaú tem que executar na busca de si mesmo pode-se con­figurar em seus aspectos trágicos e cada poema deste livro, pois, discorre sobre um jaez da personalidade humana com este suporte analógico, na verdade.

Mais do que o simples discorrer lírico, em que o poeta se exprime de dentro pra fora, este livro encar­na um processo dialógico e dialético em que o poeta entra e sai no personagem e extrai daí o seu signifi­cado, num trâmite de intersubjetividade. Esta atitude reforça os aspectos dramáticos do poema e, ao dar voz aos personagens, torna o contexto mais efetivo. Destarte se estabelece um fio condutor que vem con­ferir unidade ao texto. Aliás, o livro todo é muito bem organizado, com um exato rigor de expressão e de ordenação, todo ele muito coeso, em suas partes, em suas divisões, o que consiste, em verdade, uma corte­sia para com o leitor.

Do ponto de vista formal, o livro é impecável. Depois dos primeiros originais, eu recebi mais duas emendas do autor, provando que há um critério e dis­ciplina no sentido do apuro textual, algo que conside­ro fundamental.

Tenho visto inúmeros textos de aspirantes a poe­tas que não se dão conta que a poesia é a mais perfeita das artes. Apresentam-me, na verdade, um rascunho. Mesmo alguns poetas ditos consagrados mostram--me textos sintaticamente imperfeitos e inçados de cacofonias – poesia é a redação mais elevada. Silvério sabe disto e passa a limpo várias vezes seu texto. Res­peita e venera a redação de sua poesia. Por isso pode pôr conflitos no papel com efetividade...

Por isso é poeta.

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Que sabes tu dos frutos, das sementes,
da dureza das flores contra o vento?
A aurora vem tragar a noite espessa
de onde brotou, sem dores, o teu grito.

Se a afirmação do amor nos aborrece,
morrer é mera vocação dos vivos,
pois, no morrer de tudo, há um recomeço.
Não queiras mal ao tempo ou ao espanto;

não queiras mal ao grão, à terra escura...
Que sabes tu das trevas ou da carne?
Que sabes tu das noites, dos princípios?

Hoje, é chegado o tempo dos retornos,
e toda forma espera o seu ofício
como o vaso existente em todo barro.



quarta-feira, 13 de abril de 2011

GABRIEL FERREIRA EM "BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS": ALOISIO RESENDE E BEL PIRES

O artista plástico Gabriel Ferreira em sua mais nova e brilhante exposição...
A temática exposição BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS: ALOÍSIO RESENDE E BEL PIRES entrelaça duas manifestações na cultura negra que me aprazem muito: a Capoeira de Angola e o Candomblé. Para colar estas duas manifestações, contei com a ajuda do trabalho de pesquisa historiográfica do mestre de capoeira e professor Bel Pires, o qual se engraçou com a poesia do Aloisio Resende (poeta feirense que viveu entre 1900 e 1941), assim como, contei com admiração pessoal que tenho pelo Candomblé.


Como o texto poético embala muitas das minhas ilustrações, facinei-me com a possibilidade de colocar tudo num mesmo prato de barro e despachar numa Galeria. Assim, segui inspirado pela poesia do Aloisio, chamado de Poeta dos Candomblés, pelo Bel Pires em alguns dos seus artigos científicos, para poder apresentar ao público mais uma das minhas aventuras pictóricas lastreadas em elementos textuais.


A mostra não é um apanhado geral a respeito da capoeiragem e do candomblé, não se trata de uma reedição acerca dos temas e sim uma abordagem bem particular através de pinturas com um discurso que versa, tece e aproxima as duas linguagens.


O Grupo Malungo, sob a coordenação do mestre Bel Pires, é grande incentivador do meu trabalho com a capoeiragem, pois, para além de emprestar o nome (Brinquedo dos Angolas), disponibiliza acervo fotográfico e bibliográfico para subsidiar a minha produção.



Autor: Gabriel Ferreira

Local: Galeria Carlo Barbosa/CUCA (Conselheiro Franco, 66, Centro, Feira de Santana - BA)

Abertura: 19 de abril de 2011.

Período da mostra: 19 de abril a 15 de maio de 2011

sábado, 10 de julho de 2010

BALADAS PICTÓRICAS: A POESIA VISTA PELOS PINCÉIS DE GABRIEL FERREIRA


Viagem, técnica mista sobre papelão paraná (80 x 100 cm), 2005.


Balada para Enone, técnica mista sobre papelão paraná (80 x 100 cm), 2005.


Aportes da serra de Tanquinho, técnica mista sobre papelão paraná (80 x 100 cm), 2005.

A eterna imanência, técnica mista sobre papelão paraná (80 x 100 cm), 2005.

Balada para Cecília, técnica mista sobre papelão paraná (80 x 100 cm), 2005.

Balada para Hilda, técnica mista sobre papelão paraná (80 x 100 cm), 2005.

Já tive a oportunidade - aliás, várias - de falar do trabalho artístico de Gabriel Ferreira, mas não disse o quanto me enche de orgulho o facto de eu, ou melhor, meu trabalho de poeta, servir como uma rica fonte de inspiração para o trabalho deste artista excepcional... Há alguns dias, em seu Blogger, Gabriel Ferreira deu testemunho desta inspirção, através da publicação de alguns trabalhos inspirados em meu primeiro livro. Todo primeiro livro é o primeiro livro: ingênuo, às vezes, cheio de melhoras a se fazer, carregado com "as pernas dos outros"... mas se serve de inspiração para um trabalho tão bom, este poeta esteja exigindo demais de si...?! Bem!, segue, na íntegra, as palavras de Gabriel... acima, os trabalhos inpirados em alguns poemas do livro e, claro, o link para o Blogger de Gabriel Ferreira:



"Mesmo após 5 anos do seu lançamento e o autor ter publicado um novo livro em 2010, Baladas e Outros Aportes de Viagem, do poeta e amigo, Silvério Duque continua fazendo sucesso. O referido livro é a segunda obra literária do autor e o primeiro que eu tive a satisfação de ilustrar a capa. As ilustrações que se seguem são inspiradas em poemas daquele livro, as quais participaram dos seus lançamentos. São trabalhos de muita responsabilidade, pois, para além da exigência do Duque (o qual é o principal crítico da minha obra), eles marcam uma ascendência salutar em minha vida de artista, pois foram bastante apreciados pelo artista plástico Pirulito e pelo saudoso poeta Damário Dacruz na ocasião do 1º lançamento no Museu de Arte Contemporânea-MAC em Feira de Santana-BA, 2005. Escutei elogios dessas duas grandes personalidades do Recôncavo Baiano e, deveras, senti-me um pouco mais artista. Baladas e Outros Aportes de Viagem é um livro bastante inspirador, pois, traz experiências interessantes do Duque em suas andanças como professor, "menino tanquinhense" e amor de uma mulher. Faço esse retrospécto para que muitas outras pessoas venham a conhecer as coisas boas da literatura que me servem de mote para pintar. Conhecer de perto a dedicação do "Capitão do Mato" Silvério Duque e sua doação à poesia é penetrar em seu universo de versos decassílabos e sonetos verdadeiros; cada linha que ele desenha é um recital aprazível. Acima estão as fotografias das obras que releem e tentam refazer visualmente a poesia que existe em lugar importante na história".







terça-feira, 15 de junho de 2010

GABRIEL FERREIRA É PREMIADO, MAIS UMA VEZ, NO SALÃO REGIONAL DE ARTES DA FUNCEB


Vinde e comei... uma das telas da coleção Sobre a mesa de Maria Amélia, premiada no último Salão Regional de Artes da FUNCEB



Mais uma vez, e merecidamente, como na última, o artista plástico Gabriel Ferreira foi premiado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, em mais uma das edições dos Salões Regionais de Artes Visuais. Das cinco edições que participou três delas foram na cidade de Feira de Santana e, nesta cidade pode receber seus dois prêmios. Segundo o próprio artista, é em Feira de Santana que ele consegue desenvolver suas atividades, mesmo tendo que superar inúmeras dificuldades (normais) impostas por políticas anticulturais e por posturas que desagradam ao artista em todos os sentidos; como ele mesmo afirmou em seu Blogger: "'Hoje, eu desafio o mundo sem sair da minha casa', é uma das máximas que sigo para justificar meu empenho e satisfação em me chamar de artista plástico".



Já tive o prazer de falar de Gabriel Ferreira, que é o responsável, também, pelas capas de meus dois livros de poesia (além de um grande e velho parceiro de musicalidades) aqui mesmo, neste Blogger, e não me canso nunca de afirmar: Gabriel Ferreira é, entre os mais novos, o melhor artista plástico da atualidade; e quem quiser que me prove do contrário.



Para conferri mais de sue trabalho é só acessar a sua página pessoal e passear por muitos de seus mais recente trabalhos: http://artistagabrielferreira.blogspot.com

quinta-feira, 13 de maio de 2010

GABRIEL FERREIRA: ARTISTA...


O artista plástico, músico e professor Gabriel Ferreira
Gabriel Ferreira é um artista excepcional! Porém, dizer isto a respeito de qualquer outro é muito fácil, numa época em que temos artistas aos quilos, e por metro quadrado, perambulando por nossas ruas e galerias, enchendo-nos os olhos com suas abundantes colorações performáticas e, de igual proporção, vazias e efêmeras. No caso de Gabriel, a coisa muda de figura.

Este tanquienhense é um artista ligado às tradições, pois, um artista, precisa de algo para se apoiar, e isto está muito claro desde Da Vinci a Portinari, por que com ele haveria de ser diferente? O folclore, a vida pacata do interior, a cultura popular de um modo geral estão para a obra de Gabriel da mesma forma que as cores e as impressões luminosas estão para a obra de um Monet ou um Sisley. Mas cores também não são seu fraco, pois Gabriel equilibra cores e contorno com a simplicidade primordial do desenho, aliado ao acabamento técnico e expressivo das tintas sobre as telas, que conseguem juntar o abstracionismo e figurativo em uma tênue barreira aliada aos malabarismo imagéticos do artista.

Suas telas também não se limitam em serem uma acabada fotografia de um momento contemplativo, antes, o movimento com que se deixam olhar e irradiam de si, nos esclarece ainda mais a idéia de que um quadro ainda precisa nos dizer, contar-nos algo, ou melhor, nos instigar a procurar os segredos que em nós habitam o quadro. Por estas e muito mais coisas que o espaço e os limites desta conversa não me deixam detalhar, Gabriel é um grande artista, porque um grande artista deve estar sempre vivo e atento ao mundo que o cerca e deve capturá-lo e o dissecar da maneira mais minuciosa o possível, para que a posteridade saiba que ali se encontrava um transformador de mundos e não um falsário, por isso mesmo o poeta Ildásio Tavares, disse que sua arte é uma arte “honesta, sem truques nem conceitos em que as imagens são tratadas com esmero artesanal para um final de perfeita solução plástica expressa por uma mão segura de um hábil colorista; não se esconde atrás dos modismos tão encontradiços no momento presente; parte para uma definida vocação de pintar e realiza seu desiderato plasticamente, através de sua habilidade no manejo de pinceladas às vezes vigorosas, mas nunca frouxas, nunca guiadas pelo acaso”.

E como se não bastasse tanta demonstração de talento e reconhecimento pelo mesmo, Gabriel dedicou uma pequena exposição a meu trabalho de poeta, no dia do lançamento de meu novo livro, A pele de Esaú, que eu reproduzo aqui, na íntegra para todos os que lêem este Blogger, como prova da profunda admiração e do grande agradecimento que tenho por este notável artista e grande amigo: http://artistagabrielferreira.blogspot.com


"Bendito seja todo esquecimento;
bendita, também, seja toda sede
e tudo mais que nos desperte a carne
ou que nos torne estranhos ante o espelho."




"Grande conforto esta visão da noite,
esta noite existente em cada ouvido,
qual o mar encarcerado em cada concha...
Há, em cada sonho, um anjo adormecido..."






"E o que eu adoro em ti é a tua carne,
porque tudo o que é vivo se deseja;
assim, desejo em ti o meu tormento
que há-de crescer na proporção do tempo."





"Contemplo em tuas chagas a beleza
e a memória de tudo o quanto é vivo.
A dor, inda presente, sente a carne;
o amor nos oferece um gesto antigo."



"Nua, és como os frutos contra o vento,
o contrair impuro de teus músculos,
como a transpiração das tuas flores,
vela chorando só em meio as preces..."



"...a noite derramando-se em ternura
e sono, o amanhecer que partilhamos...
Tudo passa, até mesmo a tua ausência
e a saudade que trago de quem somos."



"No dia em que fazemos tudo vive,
realizar é escapar da morte... mas,
não durarei apenas entre os outros,
pois dou aos versos usos e clarezas."






"Pesa-me sobre os ombros meu silêncio,
penso no fogo – renascer de tudo –,
na carne que perdi entre os escombros
do desejo, dos sonhos, dos sentidos..."

sábado, 8 de maio de 2010

LANÇAMENTO DE "A PELE DE ESAÚ", EM FEIRA DE SANTANA...


O poeta Silvério Duque... autografando seu mais novo livro A pele de Esaú


A coordenadora do núcleo de Cultura Popular do CUCA, Suzani Caribé, o poeta Silvério Duque, a poetisa e declamadora Lucifrance Castro, A pele de Esaú e o poeta e professor Raymundo Luis Lopes


Silvério Duque (clarinete), Gabriel Ferreira (percussão) e Paulo Akenaton (voz e violão)... o Grupo Arranjos


O público que, atentamente, prestigiou toda a festa


O público... confraternizando-se


Os poetas patrice de Moraes e Lucifrance Castro... declamando poemas de A pele de Esaú


O poeta e professor emerito da UEFS, José Jerônimo de Moraes, o poeta e jornalista Ildásio Tavares, o poeta Silvério Duque, o professor e poeta Raymundo Luis Lopes


A coordenadora do núcleo de Cultura Popular do CUCA, Suzani Caribé, o poeta Patrice de Moraes, a poetisa e declamadora Lucifrance Castro, Silvério Duque (com o pequeno João Pedro), o artista plástico Gabriel Ferreira, o poeta e jornalista Ildásio Tavares e o professor emerito da UEFS e poeta José Jerônimo de Moraes, responsáveis diretos pelo lançamento de A pele de Esaú.


Núltimo dia 06 de maio, tive o prazer e a honra de lançar o meu mais novo livro, A pele de Esaú, aqui, em minha terra natal, Feira de Santana, com o apoio da Ed. Via Litterarum, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a través do Núcleo de Cultura Popular do Centro Universitário de Cultura e Artes (CUCA) e do Colégio Intelecto de Feira de Santana.

A festa, que teve a coordenação de minha grande amiga Suzani Leite Caribe, contou com as belíssimas declamações de Lucifrance Castro e Patrice de Moraes, com a voz e o violão de Paulo Akenaton e com uma pequena exposição temática do artista plástico Gabriel Ferreira, inspirada nos poemas de meu livro. Além disso, a presença de mestres, amigos e alunos terminou por me proporcionar um dos melhores e mais emocionantes momentos de minha vida, que, aliás, foram bem sintetizados pela crônica do amigo e jornalista Emmanoel Freitas, que é também o autor da foto acima, em seu site Viva Feira (http://www.vivafeira.com.br/):


'Como era de se esperar, Silvério Duque, proporcionou aos amigos, colegas e admiradores uma noite extremamente agradável no lançamento do seu mais recente trabalho, o livro A Pele de Esaú, na qual o autor, acompanhado de seus amigos Gabriel Ferreira e Paulo Akenatom, receberam os convidados com música da melhor qualidade. Duque se não se comportou como um anfitrião convencional, sentado a uma mesa conferindo autógrafos, tocou seu clarinete com os seus amigos proporcionando uma recepção muito agradável a todos que compareceram ao evento, fez um agradecimento emocionado àqueles que lhe são caros e próximos, culminando em tomar no colo seu sobrinho recém-nascido e pousar para fotos com ele. O livro, presenteado por Silvério Duque a população amante da boa literatura, na noite do dia 06 de abril, é uma obra inestimável aos amantes da poesia, que deve ser lido e procurado nas livrarias'.

Àqueles que compareceram a este evento, só posso dizer-lhes, simplesmente, OBRIGADO!!!"


sexta-feira, 7 de maio de 2010

GABRIEL FERREIRA E MARLUCE GOMES EXPÕEM NESTA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA NO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (MAC) DE FEIRA DE SANTANA...


“Corpo, Movimento e Ludicidade”: com esse mote Gabriel Ferreira, artista plástico, estréia o ano de 2010 com a mostra “Brinquedo dos Angolas – Capoeiragem” trazendo mais uma vez em suas telas e ilustrações a dinâmica da capoeira angola com vários aspectos gestuais e da vadiagem desses agentes sociais. A referida temática vem sendo trabalhada há 10 anos pelo artista, por meio do seu encantamento e proximidade com aquela atividade cultural.


Em parceria com o Malungo Centro de Capoeira Angola tece o discurso imagético a partir dos textos produzidos pelo mestre de capoeira, historiador e professor Josivaldo Pires de Oliveira (Bel Pires), com o qual mantém atividade de publicação de ilustrações em livros e revistas especializadas, além de participar de mostras em outros estados do país e no exterior. Para a abertura da mostra no MAC, o Mestre Bel Pires fará uma pequena palestra sobre o trabalho desenvolvido e temas correlatos.



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Um olhar sobre a evolução sexual feminina na arte contemporânea.


O corpo sugerido em diversas telas colocando ênfase alusivos à corporeidade e à sensualidade criando uma reflexão sobre uma suposta liberdade.


Marluce Moura, possibilitou a compreensão da corporeidade na sua arte e das varias formas de vivenciar o corpo feminino neste cenário: o corpo ritualizado, o corpo mecanizado e o corpo sexuado; A mostra propõem uma reflexão sobre a feminilidade --analisando, com várias abordagens dois pontos q representam uma mudança de comportamento - o Ponto cruz - A agulha é usada para reparar o estragado. Um grito contra o vazio. É importante despertar a atenção para o pensar e o fazer, bem como para o que acontece no ponto "g" - eliminar os limites. Portanto, fazendo uma leitura da energia que oscila entre estes dois pólos,(cruz ao g) determinando o nosso pensamento para evolução, para a energia oculta em toda a parte. O seu trabalho é como uma excursão sobre o tópico do feminino X contemporâneo - uma discussão que analisa determinados mitos e realidades sobre a mulher e chega à conclusão de que estes são muito mais complexos do que muitos pensavam.


Através dessas diferentes perspectivas de encarar o corpo e os seus “movimentos”, o Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira promove num mesmo espaço físico duas mostras de artes visuais, de dois novos artistas, com o intuito de entrelaçar linguagens que convergem a um mesmo fim: o corpo e sua interação com a cultura.


A Vernissage está marcada para o dia 13 de maio de 2010 às 20h, Rua Germiniano Costa, s/n, Centro, Feira de Santana-Bahia, com permanência programada para 13 de junho do mesmo ano.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

GRANDE SHOW COM PAULO AKENATON E GABRIEL FERREIRA NO CIDADE DA CULTURA



Dono de uma voz única e de uma técnica das mais apuradas, no violão, o cantor e premiado compositor Paulo Akenaton é uma parada obrigatória para quem gosta e quer ouvir o que de melhor nos oferece a Música Popular Brasileira.

Todo este peculiarismo pode ser confirmado, mais uma vez no show que Paulo Akenaton fará no Cidade da Cultura, neste sábado, às 21h00, que contará com a participação do artista plástico e também percussionista (a boa qualidade vale para ambos os ofícios) Gabriel Ferreira.

Lembrem-se, o Cidade da Cultura fica na rua H, n. 170, Conj. João Paulo II, em Feira de Santana.

O show ainda contará com a participação especial de Silvério Duque na gaita e no clarinete.


Não percam!!!



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

POEMA DO BREVE REGRESSO... EM FRANCÊS


Carolina (sobre um tema de Chico Buarque de Holanda) de Gabriel Ferreira. Acrílico sobre tela. (70X70)cm. 2007.

Há algumas semanas, publiquei, aqui mesmo neste blog, um poema intitulado Poema do breve regresso; agora, volto a publicá-lo por que me chegou às mãos uma tradução – mais uma - para a língua francesa deste mesmo poema. O autor do novo poema – porque traduzir é também criar – é o bom e velho Pedro Vianna, a quem eu conheci – e ao seu valoroso trabalho com o site http://poesiepourtous.free.fr – através da queridíssima pessoa do poeta Miguel Antônio Carneiro, a quem eu devo, também, mais do que uma crítica à altura de seu talento, outro grande amigo e mestre que me tem ajudado de uma forma cujos agradecimentos que lhe devo não caberiam em laudas e mais laudas de “muito obrigado”; o trabalho de Pedro Vianna é louvável principalmente pela valorização de muitos novos e veteranos poetas de nossa querida Bahia que ele tão caprichosamente constrói em seu site:



http://poesiepourtous.free.fr/poesiepourtous/poesiepourtous/pomoi.htm.


Meus caros Pedro e Miguel... mais uma vez, na falta de algo mais apropriado: MUITÍSSIMO OBRIGADO!!!


Eis, novamente, o(s) poema(s):



UM BREVE REGRESSO


– Na casa velha
dormem, ainda,
outras canções de antigas tardes,
mas nada nos diz
o eco melancólico destes silêncios.


A fúria das lembranças que se foram
( muito cedo ) nos invade a memória
com rosários e rezas;com as estórias de uma infância
muito além de nosso compreender;
com a ternura antigaque alongava os dias, os sorrisos
e os nossos supostos sonhos...


Ah, tudo é um imenso vazio que nos povoa as almas!


( Na casa velha de minha infância
as lembranças projetam dores
sobre este olhar perdido ).



UN BREF RETOUR


– Dans la vieille maison
dorment, encore,
d'autres chansons des après-midi de jadis,
mais rien ne nous dit
l'écho mélancolique de ces silences.

La furie des souvenirs qui s'en allèrent
(très tôt) envahit notre mémoire
avec chapelets et prières ;
avec les histoires d'une enfance
bien au-delà de notre entendement ;
avec la tendresse ancienne
qui allongeait les jours, les sourires
et nos rêves supposés...

Ah, tout est un immense vide qui peuple nos âmes !

(Dans la vieille maison de mon enfance
les souvenirs projettent des douleurs
sur ce regard perdu).



sábado, 17 de outubro de 2009

POEMA DO BREVE REGRESSO...


Carolina (sobre um tema de Chico Buarque de Holanda) de Gabriel Ferreira. Acrílico sobre tela. (70X70)cm. 2007.

UM BREVE REGRESSO


– Na casa velha
dormem, ainda,
outras canções de antigas tardes,
mas nada nos diz
o eco melancólico destes silêncios.

A fúria das lembranças que se foram
( muito cedo ) nos invade a memória
com rosários e rezas;
com as estórias de uma infância
muito além de nosso compreender;
com a ternura antiga
que alongava os dias, os sorrisos
e os nossos supostos sonhos...

Ah, tudo é um imenso vazio que nos povoa as almas!

( Na casa velha de minha infância
as lembranças projetam dores
sobre este olhar perdido ).




Feira de Santana, 10 de julho de 1999/10 de julho de 2008.