A vida de minha alma é a tua alma
sexta-feira, 12 de junho de 2015
HOJE, É DIA DOS NAMORADOS...
A vida de minha alma é a tua alma
sexta-feira, 13 de março de 2015
COLEÇÃO "HORIZONTES"... EDITORA MONDRONGO...
![]() |
| Todas as capas são de autoria de Gabriel Ferreira... |
Quando meu amigo e poeta, Gustavo Felicíssimo, falou-me da ideia de fundar uma editora, juro a todos vocês – e só agora estou confessando isso, inclusive ao Gustavo – que isso não me soara muito agradável.
Não que eu desconfiasse de sua capacidade e ímpeto (não, isso ele tem de sobra), mas porque eu sei que, em se tratando de um país como o nosso, trabalhar com livros, e ainda por cima com poesia, constitui-se de uma verdadeira arte de colher decepções.
Mas, agora, agradeço, todos os dias, a Deus pelo facto de o Gustavo não ter mudado de ideia, e, hoje, com todas as dificuldades que este empreendimento envolve, a Editora Mondrongo tem se mostrado na vanguarda de muitas editoras, dedicando-se não só à publicação, mas à verdadeira divulgação e à apresentação da mais nova e melhor poesia feita hoje na Bahia, e, podem aguardar, em todo o Brasil.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
UM POEMA PERTO DO FIM...
![]() |
| Moça à janela (1925), por Salvador Dali, óleo sobre tela, Museu Rainha Sofia, Madrid. |
SONETO
(por Silvério Duque)
o tempo emaranhado em seus retornos,
o amor crescendo à proporção das rotas,
o procriar tardio de tantas mortes...
Porque toda palavra é esquecimento
é preciso cantar: as mesmas pedras,
os mesmos grãos, a solidão da carne,
o chão, o pó, o horror, a cor, a vida,
os frutos que morreram no pé, voz
interrompida no soluço, a névoa,
a manhã debruçada ao sempre verde.
Pois o mesmo final está em tudo
e, em tudo, existe o mesmo aprendizado
– a mesma dor que vai tecendo os homens.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
SONETO CAFAJESTE...
SONETO CAFAJESTE...
(sobre um tema de João Carlos Teixeira Gomes)
por Silvério Duque
nem importa do amor verdade ou engano
"se o mesmo amor que cura é amor que mata"...!?
Piegas, não!? Mais do que isso é amor confesso
tanto mais imbecil se mais se mostra
contido de paixão e tempo egresso
onde tudo, no fim é a mesma bosta.
Mas se me amas no instante em que me vens
amar-te é o que mais sinto e o que mais vejo
pois quanto mais te negas mais me tens
neste amor que é nutrir-se de sobejo...
Num jogo de intenções e de desdéns
apenas quero eterno o meu desejo.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
HOJE, NA ACADEMIA BAIANA DE LETRAS...
quarta-feira, 25 de julho de 2012
PESA-ME SOBRE OS OMBROS MEU SILÊNCIO...
![]() |
| A tela do artistas plástico
Gabriel Ferreira, feita exclusivamente para o meu soneto: "Pesa-me sobre
os ombros meu silêncio...", pertencente ao meu livro "A pele de Esaú": http:// |
(por Silvério Duque)
Pesa-me sobre os ombros meu silêncio,
penso no fogo – renascer de tudo –,
na carne que perdi entre os escombros
do desejo, dos sonhos, dos sentidos...
Pesa-me esta saudade de mim mesmo,
esta vontade de partir, de estar
em toda parte e em tudo quanto vejo,
de deixar para trás tudo o que importa...
( Nada importa. Tudo é ilusão e instantes.
Entretanto, desejo, em vão, a vida
e a doce voz que o coração escuta.
Nada importa, pois tudo é solidão
e agonia; pois tudo é noite e assombro. )
Mas, a alma se deslumbra em meio às cinzas.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
TEU SORRISO NA FOTO ENVELHECEU... OU UMA CANÇÃO DE AMOR PARA LUCIFRANCE CASTRO
![]() |
| A tela do artistas plástico Gabriel Ferreira, feita exclusivamente para o meu soneto "Teu sorriso, na foto, envelheceu...", pertencente ao meu livro "A pele de Esaú": http://poetasilverioduq |
TEU SORRISO NA FOTO ENVELHECEU...
OU UMA CANÇÃO DE AMOR PARA LUCIFRANCE CASTRO
(por Silvério Duque)
Teu sorriso, na foto, envelheceu –
envelhecemos juntos... Tudo passa:
o que se achou perdido entre a gaveta
e os sonhos, as carícias no teu rosto,
a noite derramando-se em ternura
e sono, o amanhecer que partilhamos...
Tudo passa; até mesmo a tua ausência
e a saudade que trago de quem somos.
Mas, mesmo na saudade, há dor e abrigo;
vontade de ficar e desespero.
O teu sorriso envelheceu comigo,
e, eternamente, se entrelaça em mim,
pois, contra o tempo que nos aniquila,
há a persistência viva das lembranças.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
CONTEMPLO EM TUAS CHAGAS A BELEZA E A MEMÓRIA...
![]() |
| A tela do artistas plástico
Gabriel Ferreira, feita exclusivamente para o meu soneto "Contemplo em
tuas chagas a beleza e a memória...", pertencente ao meu livro "A pele
de Esaú": http:// |
CONTEMPLO EM TUAS CHAGAS
e a memória de tudo o quanto é vivo.
A dor inda presente sente a carne
o amor nos oferece um gesto antigo.
As tuas mãos deslizam sobre as noites
mais escuras e a sombra de teus gestos
desenham novos rumos. Eu reclamo
em vão a tua morte e a minha vida
eu permaneço esquivo em meio as cinzas
e o que vejo me traz teu abandono –
recomeço das coisas esquecidas.
Uma palavra, só, e eu me refaço...
A fome, a sede, a espera... o desespero:
teu corpo vive em mim como uma praga.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
UMA BALADA PARA A MORTE...

UM IMPROVISO HERÁLDICO
ANTE AS SOBRAS DO BANQUETE ILÚDICO
( em ocasião do 60º aniversário do poeta Antônio Brasileiro )
`a Fabiane Santana, aluna estimada e meiga lembrança de Aracy.
Talvez em outras paragens
do viver
se possa extirpar as feras.
E morrer.
ANTÔNIO BRASILEIRO
( Suavemente,
a noite nos envolve indecifrável...
fugindo de sua obrigação de negar-nos
a grande sombra desce,
mas todos se amontoam no
silêncio e no medo
de sermos tantos.
Amontoamo-nos
no indecifrável espaço do torpor
e parecemos um só homem espalhado pela escuridão imensa...
nessa sombra que somos
nos perdemos...
porém,
sobra nas retinas o que fomos
e presa à garganta
tudo
o que queríamos.
A noite...
sim, a noite...
a noite nos embrulhou com ódio,
e toda a noite enraivecida é a grande
verdade
que buscávamos,
uma deslavada verdade
que todos contam entre nós:
era dos nossos sonhos que ela vinha;
de nossa realidade ela se criava;
amadureceu em nosso egoísmo;
modificou-se por nossa angústia;
em nós...
em todos nós
espatifou-se,
neste momento que ainda corre:
e todos somos um
nesses pedaços de tantas coisas
únicas;
tantas vontades
a serem sempre as mesmas;
tantas fomes iguais
de tudo.
Esta noite nos uniu em nada...,
mastigou
o humano
que tínhamos engolido,
despojou-nos
neste leito de escuridão em que deitamos;
enraizou-nos
neste princípio de coisa alguma
impedido-nos
a aurora.
2.a
A noite está
inquieta
como um homem morto –
toda a noite
é um tumulto –
é toda um coração que bate e vai morrer e o sabe...
A noite
sorveu a paciência
destes banquetes; deu ao tempo
propósitos que não tinha;
a noite
deu propósitos a tudo:
à nossa morte,
ao nosso odor de morte,
à nossa inquietude de estar dentro
da
morte,
ao nosso esquecimento
de sermos
morte...
a noite
humanizou a terra superior dos cemitérios;
tornou fundamental
a nossa poesia dispersa;
apagou-nos
da manhã
que não
viria.
2.b
A noite
deu-nos um mistério em nosso nascimento;
e nenhum dia será mais claro do que esta noite
e os dias que virão de dentro dela.
A noite assombrosa de nosso desejo
é toda uma mística certeza que nunca tivemos.
– Existimos
dentro desta noite como
nunca existimos
antes. )
3
UM APÓLOGO:
“ Ó amigos, ó coisas inexatas...
filhos das feras que moravam em nós:
esta noite tudo ficará retido sob o chão
destas mentiras tão puras;
a manhã se foi sem ternura
e sem a simplicidade
que os amanheceres
nos trazem.
Ó irmãos,
crianças maliciosas que fomos,
a manhã se foi escura
porque nunca verdadeiramente nos houve
uma manhã mais clara.
A perfeição,
irmãos,
reside nesta escuridão que este não-dia nos trouxe.
Nada vimos,
porque nada queríamos ver.
Nada evocamos,
pois sempre fomos esta mesma ausência.
Nada construímos sobre esta imensa mão ruidosa,
porque toda a nossa poesia foi um truque.
E nenhuma lágrima rolará,
pois nunca existiu em nós a alegria
para que, então, experimentemos a tristeza
de sermos tantos e tão sozinhos.
Nada, amigos...
nada...
nada será,
porque nada foi.
Tudo
apenas é:
e tudo é noite...
tudo é simples,
vasta e absoluta noite.
Somente
noite.”
quarta-feira, 13 de abril de 2011
INDESEJADA DAS GENTES III: EM ANTOLOGIA PERSONAL, POR JESSÉ DE ALMEIDA PRIMO...
A jovem e a morte de Hans Baldung Grien (1510) 44,5 x 37,2 cm. Museu de Belas Artes, Bruxelas – Bélgica. INDESEJADA DAS GENTES III
OS BENS DE SANGUE, HEREDITARIEDADE E OUTROS ATAVISMOS:
UMA ELEGIA EM BUSCA DO TÚMULO DE MEU PAI, AMARÍLIO DE SOUZA DUQUE
ANTOLOGIA PERSONAL
http://www.jesseprimo.blogspot.com







