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Fichas Técnicas: "Sonetos Elementais" Autor: Florisvaldo Mattos Editora: Caramurê Publicações 90 páginas Preço: R$ 26,00 |
Quem se dispuser a ir, neste próximo dia 13
de dezembro, às 18h00, à livraria Saraiva, do Shopping Barra, aqui, em
Salvador, terá a oportunidade de adquirir uma “pérola” de raro valor e
beleza...
Não, não é mentira. A “pérola”, em
questão, é o novo livro Sonetos Elementais (Caramurê Publicações, 2012)
do poeta, professor e jornalista Florisvaldo Moreira de Mattos. Neste livro, que é uma antologia
de seu talento em quatorze versos, mais uma vez, certificamo-nos de que nosso
acadêmico é um dos maiores poetas e sonetistas de nossa Literatura.
Neste livro, que tem prefácio da também
poetisa Myriam Fraga, Florisvaldo Mattos reúne poemas inéditos e alguns já
publicados. A obra foi organizada de acordo com os quatro elementos clássicos e
toda “magia” que os envolve desde tempos idos e bem vividos – ar, água, terra e
fogo. A capa, e as ilustrações internas, são de autoria do artista plástico
Fernando Oberlaender, que fazem mais do que meramente ilustrar o interior do
livro; antes, conversam – diretamente – com os textos e os temas ali
trabalhados.
Florisvaldo Mattos é (como cabem aos
grandes mestres) um poeta abrangente. A sua poesia se cobre dos mais diversos
temas, formas e dicções. Seus versos, ao mesmo tempo diretos, sintetizadores,
aspirando ao raciocínio filosófico – onde nada além do necessário se nos mostra
–, são também de uma leveza muito rara e de grande força lírica que, parecem, à
primeira vista – como deveriam parecer aos admiradores de outrora –, o mais
puro produto das musas, da prestidigitação... ou coisa parecida.
Todavia, é irresponsável pensar assim:
que uma coisa tão desejada e tão bem elaborada se realize magicamente. Não se
espera de um poeta que produz versos da qualidade que se vê em Sonetos Elementais, nada menos que a
severa vontade de prover seus melhores meios de execução, e provê-los bem.
Florisvaldo sabe disso, sabe que o prazer
estético é também um prazer da razão e que a lei da mais pura e verdadeira arte
é a lei do Ne quid nimis, como
afirmara Ortega y Gasset. Por isso, sua lírica se apoia numa distribuição
mística, mas sem perder as rédeas da razão e das formas que lhe ajudarão em seu
próprio entendimento, de maneiras a que se associam unidades de sentido de
natureza extremamente complexas.
Não é à toa que seus sonetos são o que de
mais forte e verdadeiramente poéticos há em sua obra, garantindo a ele um lugar
que se destina a poucos em nossa literatura; lugar onde se encontram também
colegas seus de geração, como Ildásio Tavares, João Carlos Teixeira Gomes e
Maria da Conceição Paranhos e que se juntam a nomes como Emílio Moura, Carlos
Pena Filho, o recém-falecido Octavio Mora, Reynaldo Valinho Alvarez;
aproximando-se, consequentemente, dos melhores: os excepcionais Jorge de Lima e
Bruno Tolentino.
Não se esqueçam: próximo dia 13 de
dezembro, às 18h00, à livraria Saraiva, do Shopping Barra, aqui, em Salvador...
e apreciem a riqueza sobrante que há nesta pérola
de Florisvaldo Mattos.