segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SONETO: "IN SOGNO..." ( PR' UMA AQUARELA À PABLO NERUDA)


Mulher dormindo de Pablo Picasso, (1936), tecnica mista em tela 65X56 cm. Coleção particular.






à memória de Alfredo Catalani






Porque eu te amo, dormirás agora
a repousar teu sono no meu sonho.
Que a tua boca e o teu silêncio sejam
estas fissuras pelo amor abertas.   


No pequeno infinito de teu corpo 
revivem com meus beijos tuas formas
e a oculta luz de tua terra e flores
que dormem rodeadas por meus braços.


Assim me abraço à toda arquitetura 
intervalo entre os frutos e as raízes  
porvir do barro, espaços e serenos


para colher apenas tua carne
para tornar a ver-te e te habitar 
ó girassol voltado para as sombras. 



34 comentários:

Hilton Valeriano disse...

Amigo, usarei esse aforismo de Murilo Mendes para expressar meu sentimento por sua grande poesia: "O verdadeiro poeta é conjuntamente um ser de circunstância, e eterno." Você é um verdadeiro poeta!

Jessé de Almeida Primo disse...

É um belo exemplar de um poema erótico, principalmente as imagens bem sugestivas das duas primeiras quadras, de bela plasticidade.

Henrique Wagner disse...

O desfecho é retumbante. A ideia de um girassol voltado para a sombra é demais!Quando um poeta sente inveja de outro poeta, é porque o poema é muito bom. Esse desfecho tinha de ter sido escrito por mim! Mas não foi, então fico lendo e relendo. Silvério, ficou do caralho!

Rúbida Rosa disse...

Teus dedos desenharam ondas na flava.
Lindo soneto.
Abraços Literários!

Paulo Cruz (PC) disse...

Silvério, meu amigo: és mestre. Eis tudo.
O primeiro e o último verso são arrebatadores!


Porque eu te amo, dormirás agora
(...)
ó girassol voltado para as sombras.

Meus parabéns!
Grande abraço.

jamesdelima disse...

Rapaz, rapaz... Eu sou até suspeito em falar, por ser um grande fã do seu trabalho e da sua pessoa também... Mas, esse soneto me trouxe uma ânsia em buscar essa junção entre o áudio e o visual, posto que fizeste isso de maneira perfeita, diria... No mais é inexprimível... Como diria Drummond, a poesia é incomunicável... Um grande abraço do seu eterno discípulo...

James de Lima

Charles Sanctus disse...

Muito bem talhado. Imagens realmente bonitas... Carnal ao ponto de transcender.

Clap clap clap.

Jaime Stone disse...

Muito bom Silvério, você sabe expressar com muita riqueza de pensamentos uma ideia, meus parabéns !!

Anônimo disse...

Poeta,

Agora eu sei porque o "Xoxó" não gosta de você... você realmente é muito bom.

Thales Augusto Almeida

XOXÓ NO SEU FIOFÓ disse...

Thales, meu querido, quem te disse que eu não gosto do silvério? Eu gosto muito dele, o que eu não admiro são os seus poemas que são, em sua grande maioria, tão ruins quanto estes que vocês admiram com tanta sinceridade.

Anônimo disse...

Querido Xoxó,

Como é? Você Gosta de Silvério? Quanto? Quanto Iago gostava de Otelo ou Gôngora gostava de Quevedo?

HIPÓCRITA! HIPÓCRITA E COVARDE! Você é apenas um pobre coitado, escondido por de trás de uma máscara, acreditando ter a verdade nas mãos para esconder seu rancor e infelicidade. Idiotas como você, os imbecis da Musa Desbocada, do Ghost Writer e demais palhaços que vivem por aí falando mal do trabalho dos outros são tudo farinha do mesmo saco. A poesia baiana já não anda bem das pernas e não precisa de gente como você; talvez de Silvério, de Gustavo, de Jessé, mas não de mais um infeliz que se nega a fazer algo de bom para não deixar as coisas piores do que já estão.

Não é Lancan que dizia que o instinto de amor para um objeto exige um domínio para tê-lo aponto de se agir negativamente com relação ao que ser quer ao sentir que não consegue controlá-lo, sentindo-se ameaçado por ele? Ou será que era Freud?

A verdade é que você não passa de modelo para psicologismos baratos. Diz aí Xoxó, Silvério tomou seu pirulito? Gustavo Felicíssimo lhe prometeu algo e não lhe deu? Jessé sentou no seu penico? Olavo de Carvalho lhe chamou de feio? Você não foi elogiado suficientemente, não lhe bateram no ombro como você queria que batessem. Eu pensei que o seu problema com o poeta de Feira/Candeias ou com o Gustavo e essa galera toda que você ofende era apenas de má vontade intelectual, mas vejo que o buraco é mais fuuuuundo...

Olha Xoxó, qualquer porcaria feita com dedicação e sinceridade é melhor do que este seu trabalho de merda acomodado e sem sentido algum, sem outra função além espalhar rancor, falsidade e frustração para você poder fugir de suas insatisfações e se masturbar no final do dia. Você não será o próximo Gregório de Matos. Você é apenas mais um canalha sufocado em seu próprio mundinho como idéia.

Desculpe, meu velho. Mas você sabe que é assim.

Thales Almeida

XOXÓ NO SEU FIOFÓ disse...

Silvério, meu caro, obrigado or ter publicado o meu comentário. Sem essa, meu velho, vamos bater um papo pra ser publicado tanto no seu blog qto no meu, eu vc e o gustavo.

Anônimo disse...

Silvério,

Gostei do soneto; bem composto, na estrutura tradicional, embora sem rimas, mas obediente à disposição estrófica (dois quartetos e dois tercetos), com timbre de lirismo e sopro telúrico carregado de alusões eróticas, em cenário de idílio que remete a bons momentos da Arcádia (Claudio Manuel da Costa, Bocage e outros), em clima de romance e seguindo a forma poética consagrada.

Florisvaldo Mattos

Gisele Santana disse...

Lindo! De despertar sensações inquietantes.

Anônimo disse...

Não posso deixar de registrar, aqui também, meu entusiasmo com seu soneto. Grande poema, com a poesia que lhe pertence! Grande poeta! Abraços, meu caro! Moacir Eduão.

Lima de Sá de Lima disse...

Neruda!

Anônimo disse...

Nerudiando o verso!

Gustavo Felicíssimo disse...

Meu caro silvério, sobre teu soneto já disseram tudo e minha opinião pouco acrescentará. Agora o que te peço é que publique aqueles poemas de origem japonesa, cuja natureza, vc captou tão bem.

Anônimo disse...

Silvério, meu caro poeta:

Vc construiu um belíssimo soneto, um intrincado dialogo de vozes e subjetividades.Parabéns.

Mas acho que houve erro de digitação no 2º verso do 2º terceto.Para tornar-te a ver-te e habitar-te . Ou não?

De qualquer modo, permita minha intromissão e experimente assim: para tornar a ver-te e habitar-te.

Grande abraço Fraterno

Rubens Jardim

Leandra Calixto disse...

Amigo, sabes que sou tua fã,e sendo assim... de tudo que escreves. Gosto da obscuridade dita com tanta suavidade. E olha, em muitos momentos me senti e me sinto esse seu girassol representado aí no seu poema!!!RSRSRS beijão!!!

Poeta Silvério Duque disse...

Meus Caríssimos,

Toda crítica é análise, porém, como já lhe disse, caro Hilton, é também aquela capaz de acrescentar àquilo que analisa, pois toda boa crítica é pessoal, é assinada, é carregada de elementos que, em sua forma artificial, comumente são minimizados; todavia, a preferência pessoal é crítica, sim! Se um crítico não pode contar com seu gosto, com seu senso estético, com seus valores, como também o fazem os poetas, artista, escritores, para que lhe serve a crítica? Para falar mal dos outros? Qualquer velha coroca faz isso melhor que muitos letrados... Do contrário, como criar então, à maneira da própria poesia, algo verdadeiramente humano, susceptível às mesmas características que lhes serviram de ponto de partida e de criação?
...................................

É por isso que estou sempre atento às palavras fraternais, mas também professorais de grandes amigos, leitores, conhecedores e admiradores, principalmente, da estética literária como Jessé Primo, Henrique Wagner, aliadas à experiência e ao talento de Florisvaldo Mattos e Rubens Jardim, etc. Saibam que estou sempre a ouvir tudo que vocês têm a me ensinar... e eu preciso muito aprender. Sempre!

Poeta Silvério Duque disse...

Sempre serei agradecido ao entusiasmo de amigos como Paulo Cruz, James de Lima, Charles, Jaime Stone, Eduão, entre tantos outros, que, aliados a esta “visão rápida e emotiva” de minhas amigas Eriliane, Gisele e Leandra – nada mais forte e verdadeiro do que esta qualidade tão feminina – trazem esta estranha e incompreensível mania de acreditarem em mim.

Eu Espero, Thales, que você me perdoe por não publicar sua tréplica ao Xoxó. Procurei ser justo por você tê-lo provocado, mas, pelo menos, por aqui, a discussão está encerrada. Sei que é um homem racional e saberá me compreender e me perdoar.

Caro Xoxó, quanto ao assunto: entrevista...? A resposta é NÃO.

Já você, Gustavo, meu grande amigo, quanto aos poemas, pretendo publicá-los só em livro. Mandei-os para você porque o seu aval me era essencialmente importante. Você não sabe o quanto respeito suas considerações o quanto que me alegrou sua aprovação... Eles são “exclusividade” sua: publique-os em seu blog. Eles são para você, nosso querido Verçosa e nosso queridíssimo Raymundo Luis.

Poeta Silvério Duque disse...

Quanto a você, Lima de Sá, a sua percepção e memória são maravilhosas...

Quando eu passei este poema para o Henrique (ele é minha testemunha), estava escrito: “meu soneto à La Neruda”. Eu o rabisquei no caderno, dois dias depois de reler muitos dos sonetos amorosos do poeta chileno, principalmente um soneto que traduzi ano passado:

SONETO XVII

No te amo como si fueras rosa de sal,
topacio o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,

sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.


Que ficou assim:

Não te amo qual rosa de sal, topázio,
flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te, como às coisas obscuras,
em silêncio, por entre as sombras e a alma.

Amo-te como a erva imarcescível,
que, em si, traz o desejo de existir;
por teu amor meu peito vive escuro
e perfumado com o frescor da terra.

Amo-te sem saber como, onde, ou quando,
amo-te sem problemas, nem orgulho:
amo-te assim, pois só assim o sei,

senão, de um modo em que não sou nem és,
igual a tua mão sobre o meu peito
no fechar de teus olhos co' o meu sonho.

Que Neruda me perdoe.


Suas observações me levarão a duas coisas: um título que procurava para ele: “Nerudiano”??? E reler, de novo, o que eu estava a rever para não me acusarem de plagiador... já me basta outras acusações (rsrsrs).

Poeta Silvério Duque disse...

Obrigado, por todas as sinceras palavras...

Obrigado pela amizade da maioria de vocês... principalmente num momento em que ficarei mais ausente do Blogger, pois meu rebento está a me tomar muito mais atenção que eu imaginava... fora outros “probleminhas”. Mas, pouco ou muito, estarei por aqui... pelo menos até o final do ano.
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Eu confesso, realmente, que não queria publicar este poema (tanto que o excluir do livro que estou a compor) pois é uma "vertente" que não é muito "a minha"; mas ele está sendo bem aceito e começo a matutar idéias... Antes vou aprimorá-lo, melhorá-lo... é assim que tem que ser.


Abraço amigo,

Silvério Duque

XOXÓ NO SEU FIOFÓ disse...

Caro Silvério, respeito a sua resposta, mas você não está sendo honesto com os meus comentários ao não publicá-los. Outra coisa: você pretende melhorar o poema, coisa justa, a questão é que o único que fez referências a problemas no texto fui eu, e você não dá o crédito. Agradeço a forma educada com a qual me tratou, apesar das críticas que faço, mas só as faço pq não acho correto falar só de Zé Inácio, por exemplo, quando você apresenta os mesmos problemas - a estratégia do compadrio, da associação, do elogio gratuito, do espírito de corporação, ou seja, tudo que é ridículo à grande arte - as pessoas comentam muito este seu desespero por aqui. Você não vai ganhar nada com isto. Estes que estão a te parabenizar (como se você estivesse passado no vestibular e não escrito um poema), eu nem imagino o que isto pode significar a um artista de verdade, será que leram o seu poema como o Florisvaldo leu? Mas entendo, pra você não importa, mais vale o elogio gratuito e, pior de tudo, trocado. Entendo.

XOXÓ NO SEU FIOFÓ disse...

uma coisa importante: boa sorte com seu anjinho, q ele venha cheio de saúde e alegria. eu amei e amo meus pais, meus irmãos, minha mulher, meus amigos, amo a arte e o esporte clube vitória. entretanto, hj, como rubião, cotejando o presente com o passado, percebo, ao lembrar a cara, a voz, as gaiatices, as travessuras, as desobediências e as palavras de joão paulo, q eu não conhecia o amor. ser pai é ser narciso desmemoriado, ele adora a imagem projetada no lago mas não lhe ocorre plenamente ser seu aquilo que vê, algo mais forte do que a visão lhe atrai ali, talvez o cheiro de sangue no lago.
tudo o que eu disse sobre vc buscou contemplar a sua persona literária, esta capa q vc coloca para escrever e apresentar versos. se uma ou outra metáfora soou mais agressiva, peço desculpas e aproveito pra reafirmar q estou no terreno da literatura. De modo geral, gosto de vc e torço muito pelo seu sucesso. Se precisar de algo q eu possa ajudar, entre em contato q eu estarei aqui. e mais: teria maior prazer em te encontrar para dialogarmos. e mais ainda: ficaria muito feliz se eu fosse presenteado com “a pele de esaú” com dedicatória pra xoxó. grande abraço!

Poeta Silvério Duque disse...

Caro Xoxó,

Há um pequeno equívoco com esta tua última postagem: eu publiquei, sim, os teus comentários; é só olhar pra cima, estão todos ali. Se o convite para a entrevista demorou a aparecer na página foi porque eu – sinceramente – estava a pensar no assunto. Só isso. Tudo que eu excluir foi o puramente ofensivo e o desonesto, que não veio só de tua pessoa. Aliás, acredito muito em tua honestidade, e é, daí, que advém outro problema: não fostes o único a me dar um “puxão de orelha” com relação ao texto (olhe que o Rubens, por exemplo, o fez), mas a maioria preferiu comentar pessoalmente ou em E-mail separados. É desonestidade contigo mesmo acreditar que eu não levaria em questão qualquer crítica que alguém me faça. Inclusive as tuas.

E por falar em publicação, também comentei a entrevista que fizeste com o Pedro Sette, mas meu comentário (intitulado: “Dando a mão à palmatória”) não está lá. E eu não saí por aí dizendo que não quiseste publicá-lo. Às vezes, acontecem erros, problemas com a própria Internet, etc. Não me zango com isto. Mas resumirei em uma só palavra, não me permitindo ser elogioso, que o teu bate papo com o Pedro foi... único! Parabéns.
Quanto aos elogios, eu não posso, simplesmente, pedir às pessoas que não os façam, até porque sei que são sinceros e, quer saber: muitas análises, por mais bem desenvolvidas que sejam, muitas vezes não valem o contentamento verdadeiro de alguém que acaba de se alegrar com algo que fizeste. Olha um dilema aqui, escrevemos para críticos, poetas, para todo mundo...?Isso me fez lembrar o Rilke... mas deixa pra lá.

O velho Ildásio sempre gostou do que eu escrevia, porém sempre tinha uma correção a fazer e eu sempre o obedeci. Lembro-me, até hoje, das palavras duras, mas professorais, que o Bruno falou com relação a um soneto que lhe mostrei, ainda quando ele morava aqui, em Salvador. Acredite, foram as melhores coisas que eu ouvi em toda a minha vida. Daí em diante, nunca deixei de ouvir ninguém que quisesse realmente me ensinar, compartilhar comigo... SE o resultado nem sempre agradou, foi meu ouvido que entortou e não o do leitor, confesso. (rsrsrs)
Eu muito te agradeço pelas palavras sobre meu pequenino – que está a chegar.

Também peço humilde e sinceramente que Deus abençoe a todos os teus – mas não o Esporte Clube Vitória (rsrsrs).

Poeta Silvério Duque disse...

Eu nunca me importei com as tuas metáforas... a literatura é feita disso. Ir de encontro aos sátiros seria negar, à própria arte literária, o que ele tem de mais esclarecedor, em muitos sentidos.

Além do mais, nunca acreditei que a carapuça me servia, por isso nunca concordei com os amigos que queriam de mim uma resposta ou coisa e tal.

Apenas o que me entristece, em isto tudo, é achares que eu sou como o tal Zé... : que eu trago a mesma estratégia de “compadrio, de associação, elogio gratuito e corporativismo porco”. Tu que me conheces pessoalmente, sabes que sempre detestei estas coisas, que muito briguei e apanhei bastante – e ainda apanho, às vezes – por discordar deste tipo de comportamento. Isto me trouxe, até hoje inimizades, portas fechadas – e caras mais ainda – e a indiferença até de pessoas que me eram praticamente irmãs. E eu sofro todos os dias por causa disto. Mas não vou me zangar. Nunca me zanguei. Vou para casa, pôr a cabeça no travesseiro e pensar a respeito do que me falaste... acredites ou não.
......................


Há coisas que o tempo não desgasta, mas, ao contrário, as enriquecem; cada geração terá seu momento de interpretá-las, de revitalizá-las, de lhes dar contemporaneidade. É o que Johnatan Brow falava sobre “As meninas” de Velazquéz. É o que eu, assim como a todo poeta e todo artista, espera que aconteça com o seu trabalho. É o que eu espero que aconteça com o teu também.

Espero que, com o tempo, descubras que, com relação ao que pensas hoje de mim, te enganaste.

Mande-me endereço para o meu E-mail – perdi meu celular e minha agenda há alguns meses – e eu te mando o livro. Analise-o e me digas o que pode ou não ser mudado, o que está bom... e rezarei para que gostes, também. (rsrsrs)

Fiques com meu abraço – porque assim eu não te dou um cascudo (rsrsrs),

Cordialmente,


Silvério Duque


P.S. Há, ainda, um clima, à vista de muitos, pesado entre nós, mas se queres realmente uma boa entrevista, alguém que seja muito melhor de papo do que eu, entrevistes o Karleno Bocarro, autor de “As almas que se quebram no chão”. Não te arrependerás.

Poeta Silvério Duque disse...

P.P.S. Querendo ou não, malandro, já conseguiste de mim um "bate papo".

Laís Florencio disse...

Realmente, você tem um dom incrível pra fazer poemas de diversos assuntos e deste eu me aprimorei mais, qualquer pessoa ou qualquer apaixonado se encantaria por essas belas e únicas palavras.

Poeta Silvério Duque disse...

Laís,

Eu muito te agradeço pela tua "complacência" (rsrsrs)... e pelo carinho.

Fiques com o abraço amigo de teu professor,

Silvério Duque

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Sensual, envolvente. Belíssimo.
Bravo, poeta.


O Falcão Maltês

Anônimo disse...

Maravilha, Duque!

Só mesmo um poeta poderia eternizar a metáfora do girassol-mulher ou da mulher-girassol, como você o fez.
Seu soneto tem uma espécie de néo-bucolismo; um "pastoreio" ousado e inquieto.

A natureza não nos chega dolente ou delicada, porém pulsante e parte integrante do envolvimento amoroso como num todo.
Parabéns, meu velho! O mundo ainda precisa de poesia...

Para retribuir, segue o meu mais novo poema:

Abraços do amigo de sempre...

(SANDRO PENELÚ)


"ARDENDO NA ALMA"

O fogo arde na alma
A subconsciência da paixão
E da razão.
No ventre, onde brincam
Ventos e areia,
O punhal que segue cortando
A luxúria e a loucura,
A morte das lembranças
E a clareza do pecado...



E o fogo segue,
Ardendo na alma...

Poeta Silvério Duque disse...

Caríssimos Antônio e Sandro,

Meu muito OBRIGADO, esta palavra tudo... como diria Drummond (rsrsrs).

Abraço amigo,

Silvério Duque