Mostrando postagens com marcador Rodrigo Petrônio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rodrigo Petrônio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de março de 2011

OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA COM O POETA RODRIGO PETRÔNIO...







Professor Rodrigo Petronio*




Duração 5 encontros




Dias 3, 10, 17, 24 de novembro e 01 de dezembro – quarta-feira, das 18h30 as 20h30




Local Fundação Ema Klabin – Rua Portugal 43, Jardim Europa




Valor R$ 150,00 na inscrição + uma parcela de R$ 170,00




O objetivo da Oficina de Escrita Criativa é desenvolver alguns procedimentos técnicos ligados à escrita literária em ficção, poesia e não-ficção, sobretudo nas áreas de poesia, ensaio e conto. Como se sabe, a literatura tem um amplo arsenal de recursos dos quais os escritores se valem para produzir os efeitos desejados.




Mesmo na literatura contemporânea, na qual há uma flutuação muito grande de estilos, propostas, padrões e normas, é possível chegar a alguns critérios objetivos, que nos levam a compor um texto de maior ou menor qualidade literária. O objetivo do curso é justamente dar instrumentos teóricos e práticos para aqueles que se interessam por literatura e desejam refinar as técnicas de escrita.




Aula 1:Conceitos fundamentais de poesia, poeta, poema e poética. Distinção entre esses vários termos à luz de alguns poemas. Distinção de gêneros. Limites entre poesia e prosa. Prosa poética e poema em prosa. As três unidades fundamentais da poesia: imagem, música, conceito. Coisas a serem evitadas: clichês, redundâncias, cacofonias, lugares-comuns, inverossimilhança, ludismo, conteudismo, expressão de sentimentos, entre outras. Produção de texto a partir de temas sugeridos.




Aula 2:O reino da imagem. A importância da imagem na literatura. Analogia x Ironia: os dois signos da modernidade. Os usos da imagem. Teoria das correspondências. A imagem poética: definição. Leitura de escritores da imagem. Escrita de textos utilizando imagens.




Aula 3:A música acima de tudo. A importância da música na poesia. Música e prosódia: entre o canto e a fala. A teoria das sugestões e a musicalidade. Distinções entre ritmo e metro. Polirritmia e verso livre. O ritmo na prosa. Ensaio: a cadência do pensamento. Leitura de escritores que exploram as possibilidades do ritmo seja na prosa ou na poesia. Escrita de poemas utilizando ritmo e música.




Aula 4:Literatura e pensamento: a beleza pensada. A importância do conceito na poesia. Poesia e filosofia. A doutrina do conceito engenhoso. Distinções entre conceito poético-literário e conceito intelectual. Leitura de poetas do pensamento. Escrita de poemas utilizando recursos do conceito.



Aula 5:Leitura crítica da produção final dos textos dos participantes. Fechamento de principais ideias levantadas ao longo do curso sobre as técnicas que podem ser usadas na escrita. Coletânea dos textos produzidos e leitura final como preparativo de um pequeno livro dos participantes.

*Rodrigo Petronio é editor, escritor e professor. Formado em Letras Clássicas e Vernáculas pela USP. Professor e cofundador do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema (AIC), professor-coordenador do Centro de Estudos Cavalo Azul, fundado pela poeta Dora Ferreira da Silva, e coordenador de grupos de leitura do Instituto Fernand Braudel. É membro do Nemes (Núcleo de Estudos de Mística e Santidade) da PUC-SP. Autor dos livros: História Natural, Transversal do Tempo, Assinatura do Sol, Pedra de Luz e Venho de um País Selvagem, entre outros.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SUGESTÃO DE LEITURA: TENHA UM 2010 DE MUITA POESIA


Bruno Tolentino: A imitação do amanhecer; Rio de Janeiro, Ed. Globo, 2007.

Esse livro soberbo, que precisa não apenas ser lido e relido, mas estudado, compreendido, letra a letra, sob pena de ficarmos alheios ao resultado supremo gerado pelo talento... Pela mão do soneto, Bruno Tolentino leva a poesia brasileira contemporânea ao esplendor”
(Nei Duclós)




Rodrigo Petrônio: Venho de um país selvagem; Rio de Janeiro, Top Boocks, 2009.

A leitura de Venho de um país selvagem exige empenho, uma vez que a obra se embrenha na selva de símbolos que formam a existência humana, também provoca prazer, aquela “alegria pânica” suscitada por toda poética que não se conforma com o meramente ornamental ou com o estritamente lúdico, enveredando pelas lúgubres sendas da luz, nas quais mesmo as clareiras são aberturas que logo se encerram na mata fechada, onde a vida segue seu curso, à revelia de evidências e previsões.
( Mário Dirienzo)




Gustavo Felicíssimo (Org.) Diálogos: panorama da nova poesia grapiúna; Itabuna, Ed. Editus/Via Litterarum, 2009.

Gustavo Felicíssimo, que tem um trabalho de divulgação das novas gerações da poesia baiana e brasileira de altíssima qualidade, reitera este ofício ao publicar texto de dez poetas que, segundo ele (e, também, pelo que qualquer bom leitor poderá constatar), formam o mais novo – e o mais qualificado – grupo da novíssima poesia baiana oriundo da Região Grapiúna. São eles: Edson Cruz, Heitor Brasileiro Filho, Noélia Estrela de Oliveira, Piligra (Lorival P. Piligra Júnior), George Hamilton Pellegrini Ferreira, Daniela Galdino, Mither Amorim Mendonça e Geraldo Lavigne de Lemos.
(Silvério Duque)