sábado, 22 de agosto de 2009

SONETO AO VAQUEIRO...


O Vaqueiro de Juracy Dórea (1980): Mista sobre azulejos; 180 x 220 cm – Mercardo de Arte Popular, Feira de Santana, Bahia, Brasil.

O poeta e amigo Miguel Antõnio Carneiro

GALOPE

ao amigo e velho vaqueiro consangüíneo, Miguel Carneiro



( pr’ uma aquarela à Emilio Moura )

Esquecidos, no vento, procuramos
por aquilo que outrora fomos – tanto
faz se a luz que nos guia agora é pranto,
se tudo se desfez... Nós perduramos.

Tudo torna a viver, e reencontramos
a força de existir, o próprio encanto
que transfigura o nosso grito em canto
oportuno, o caminho pr’onde vamos:

é a memória a deter a nossa sina
de ter, nos pés, os giros que há no mundo
e a vontade de amar que o Amor ensina,

porque a alma há de fazer sua própria sorte
ante o esplendor mais límpido e profundo
ou do anjo frio que nos trará a morte.




3 comentários:

alejandro disse...

Bellos silencios.
Poeta Argentino
adelorenzi.blogspot.com

Herculano Neto disse...

Saudações poéticas!

Gustavo Felicíssimo disse...

Jogando duro, como sempre, hein, meu caro! Saudações e paz...