sexta-feira, 4 de março de 2011

DICA DE LEITURA: "COLEÇÃO GILBERTO FREYRE" UMA GRANDE INICIATIVA DA É REALIZAÇÕES...


Um Brasileiro em Terras Portuguesas

Autor: Gilberto Freyre

Edição 01
Formato: 18 X 25 cm
Número de Páginas: 440
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-88062-91-7
Lançamento: 2010

Um Brasileiro em terras Portuguesas é um livro fundamental para o conhecimento do lusotropicalismo tal como foi sistematizado pelo seu autor no início da década de 1950. Porém, à semelhança dos restantes textos explicitamente lusotropicais de Gilberto Freyre, é pouco conhecido dentro e fora do Brasil. Em Portugal, o lusotropicalismo é sobretudo glosado em segunda ou terceira mão. O que circula na opinião pública, no discurso político e até nos meios acadêmicos é uma “vulgata lusotropical” que começou a ser produzida pelo Estado Novo para legitimação do colonialismo português. No prefácio a Um Brasileiro…, tal como havia feito na conferência lida em Coimbra, Freyre confessa que na viagem sentiu confirmar-se uma “intuição antiga”: “existe no Mundo um complexo social, ecológico e de cultura, que pode ser caracterizado como ‘lusotropical’”; um complexo em expansão, desde que “as nações lusotropicais [não] se deixem envolver por alguma retardatária ou arcaica mística arianista, antes se entreguem com uma audácia cada dia maior à aventura de se desenvolverem em povos de cor, para neles e em gentes mestiças, e não apenas brancas, sobreviverem os melhores valores portugueses e cristãos de cultura num Mundo porventura mais livre de preconceitos de raça, de casta e de classe que o atual”.







O Luso e o Trópico



Autor: Gilberto Freyre


Edição 01
Formato: 18 X 25 cm
Número de Páginas: 336
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-88062-94-8
Lançamento: 2010




Pela reflexão original, pelas diferentes combinações apontadas, pelo exotismo de algumas de suas formulações, pela lembrança de aspectos tantas vezes esquecidos, pelas controvérsias enfrentadas, pelas polêmicas levantadas, O Luso e o Trópico constitui-se em livro importante para compreender a interpretação de Gilberto Freyre sobre as relações entre Portugal e Brasil, sem deixar de lado outras regiões sob a influência da colonização ibérica.













Uma Cultura Ameaçada & outros ensaios

Autor: Gilberto Freyre



Edição 01
Formato: 18 X 25 cm
Número de Páginas: 224
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-88062-95-5
Lançamento: 2010





Se em Uma Cultura Ameaçada os perigos para a sobrevivência da matriz cultural luso-brasileira vinham sobretudo do imperialismo nazista alemão, nos textos posteriores sente necessidade de a diferenciar da experiência colonial anglo-saxônica. Quando escreve os dois últimos textos, a conjuntura política internacional havia mudado e Freyre, mantendo-se fiel ao seu quadro interpretativo inicial, cujas virtualidades saem a perder com a instrumentalização política a que foi sujeito, suscitou a animosidade dos nacionalistas africanos e das forças políticas de esquerda quer em Portugal, quer no Brasil. Hoje, porém, num mundo que tanto tem de globalizado como de anglo-saxonizado ou americanizado, ao evocar-se a lusofonia como plataforma identitária e estratégica, talvez não se esteja tão afastado assim do sentido que Freyre atribuíra à matriz cultural luso-brasileira.















O Mundo que o Português Criou


Autor: Gilberto Freyre


Edição 01
Formato: 18 X 25 cm
Número de Páginas: 128
Acabamento: Brochura
ISBN: 978-85-88062-92-4
Lançamento: 2010




Gilberto Freyre dedicou muito da sua atenção à lusofonia, mais que à lusitanidade enquanto portugalidade. Nesse contexto se entende melhor o sentido de O Mundo que o Português Criou (1940), escrito após Casa-Grande & Senzala (1933), algo como um contraponto ao que escrevera, neste livro, sobre a vinda dos primeiros portugueses ao que veio a ser o Brasil. Eles tinham ido também a outros mundos, na realidade por eles mais recriados que na metáfora que os havia criado, mas recriação implica criatividade, porque no final das contas não se cria a partir do nada. E Gilberto Freyre demonstra em Casa-Grande & Senzala como o Brasil deve, no seu início e durante a maior parte da sua história, tanto ou mais aos negros que a qualquer outra etnia e/ou cultura. Esse é um tema recorrente, explícito ou implícito, ao longo da sua extensa bibliografia. Os nisto adversários de Gilberto Freyre, em relação ao tema dos negros, às vezes subestimam o antirracismo por ele aprendido, com metodologia antropológica, nas aulas de Franz Boas na Universidade Columbia. O Mundo que o Português Criou é retomado em Aventura e Rotina e em Um Brasileiro em Terras Portuguesas, ambos de 1953, após longa viagem pela lusofonia africana e indiana. Gilberto Freyre passava da pesquisa, a respeito, em arquivos e bibliotecas à pesquisa testemunhal direta em experiências pessoais.







Um comentário:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Parabéns pelo blog, Silvério. Bem bacana.
Gostei muito do seu comentário sobre a resenha crítica de Nívea. Que tal um texto sobre cinema para o meu blog? A idéia é abordar um cineasta, um ator/atriz, um gênero cinematográfico ou um filme marcante. Já publiquei vários escritores/poetas falando sobre cinema e futuramente pretendo reuni-los em livro.
Abraços,

www.ofalcaomaltes.blogspot.com


- Ah, prazer em conhecer sua poesia.